Kenjutsu no Brasil

Aviso: as informações contidas neste texto são meramente opiniões PESSOAIS. Fique à vontade para comentar ou discordar, desde que com devido respeito e polidez, porém um aviso: o nome de qualquer suposto instrutor ou entidade não oficial citada serão editados e substituídos por sinais gráficos (****), por razões particulares. Não quero ser crucificado APENAS por ter uma opinião, coisa que TODOS TEM DIREITO.

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…..Tenho percebido muitos termos de busca sobre “Kenjutsu” ou “Iaijutsu” nos motores de busca do WordPress. Embora não seja praticante de nenhuma destas modalidades, gostaria de fazer algumas considerações sobre o assunto, a critério de informação geral. Por isso, digo:

NÃO ACREDITO QUE EXISTA “KENJUTSU” NO BRASIL.

…..Infelizmente creio ser verdade. A comunidade japonesa no Brasil é bastante ativa e as artes marciais, bem difundidas, registradas e conhecidas. Por isso, se houvessem mestres que lecionassem os estilos de escolas clássicas (chamados koryu) no Brasil, estes seriam conhecidos e provavelmente tais artes marciais ainda existiriam. É verdade que, com a chegada dos imigrantes japoneses em 1908, mestres em koryu também aportaram no país, e mais tarde difundiram seus ensinamentos em academias particulares nas colônias. Mas como a história da espada japonesa mostra, houve uma unificação do ensino da espada para que fosse acessível e implementada em todo o Japão no final do século XIX e início do século XX e o resultado foi o embrião do que conhecemos hoje como Kendo (para maiores detalhes, consulte o livro Peregrinos do Sol, de Luiz Kobayashi) e é nesta nova arte marcial que muitos dos colonos que aqui aportaram eram versados, porém ainda com forte influência de alguns koryu.

Mestres e praticantes de Kendo no Brasil em meados dos anos 50-60.

…..Assim, para ensinar, seriam necessários anos de estudo presencial com um mestre, líder e representante do koryu. A menos que um mestre japonês viesse morar no Brasil, possuindo a graduação adequada para ensinar, ou um brasileiro fluente no idioma fosse até lá treinar por umas duas décadas ininterruptas e retornar, não seria possível existir uma escola real aqui. Aprender koryu, só no Japão, mudando-se em definitivo para lá. Por esta razão, qualquer pessoa que afirma treinar ou ensinar koryu Kenjutsu no Brasil está totalmente equivocada.

Tendo-ryu naginata. Não existe no Brasil.

…..No que isso é relevante? Basta ver a quantidade de “mestres” que INFESTAM a internet, publicando vídeos de qualidade técnica duvidável, quando muito, tosca e sofrível. Treinar com tolos que inventam estilos é no mínimo uma atitude precipitada e desperdício do seu suor e recursos financeiros. Insistir em defender tais charlatães é prova da habilidade de lavagem cerebral que tais “mestres” possuem para recrutar suas legiões, extorquindo (muito) dinheiro e adoração. E o mais triste é que no geral os interessados são pessoas motivadas, com boa intenção e dedicadas, que demoram a perceber no que se envolveram, apenas por serem mal informadas. Para mais detalhes, leia a matéria Ervas Daninhas.

…..Um dos maiores problemas em compreender as diferenças entre as artes marciais da espada japonesa é a divisão semântica entre Do e Jutsu. Simploriamente, traduz-se Do como “caminho” e Jutsu como “técnicas”. A diferença do significado acaba por criar um muro que, no caso de Kendo e Kenjutsu, divide duas instâncias que possuem sinergia e honestamente, podem ser resumidas no mesmo tipo de prática. Nunca poderá haver Jutsu sem o conhecimento do Do, e vice versa. Qualquer tentativa de valorização de um ou de outro é mera manobra de marketing, com fins obscuros.

…..Daí, subentende-se que Kenjutsu são as práticas clássicas (koryu), voltadas para a preparação guerreira do samurai e que Kendo é o esporte de combate moderno. Definições estereotipadas e simplistas de algo que teve grande complexidade técnica e política em sua formação. A Arte da Espada teve vários nomes ao longo de sua história: Kenpo, Kenjutsu, Gekkiken. Hoje, o termo Kendo engloba semanticamente a mesma ideia, de treinamento com a espada.

O sonho de muitos garotos.

…..É provável que apelos marqueteiros na “Arte do Samurai” despertem mais o interesse das pessoas do que “ser um atleta de arte marcial”. Afinal, judoca e carateca qualquer um pode ser, mas samurai? Quem não gostaria dessa exclusividade? Ainda assim,

É POSSÍVEL TREINAR IAIJUTSU VERDADEIRO O BRASIL.

…..Por outro lado, é sim possível treinar Iaijutsu no Brasil. O Iaido moderno é uma compilação de técnicas e rotinas, que está em constante desenvolvimento e revisão. Chamado Seitei Iaido, possui formas padronizadas para o estudo do manuseio da katana. Com o tempo de treino e graduações, é comum ao estudante ser iniciado em um koryu de Iai.

…..Existem duas escolas mais difundidas no mundo e no Brasil:

Muso Shinden Ryu, tendo o maior expoente neste país o japonês Toshihiko Tsutsumi, 6º dan Renshi – discípulo de Hakuo Sagawa (um dos últimos 9º dan), que por sua vez foi discípulo direto do lendário Hakudo Nakayama, compilador deste koryu.

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Muso Jikiden Eishin Ryu, sendo um dos praticantes de maior destaque no Brasil o falecido professor Tadashi Tamaki, 5º dan. Vale também mencionar o trabalho de Gustavo Gouveia (5º dan) e Silvio Yoshikawa (5º dan) neste koryu.

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…..Tsutsumi, Tamaki, Gouveia e Yoshikawa são mestres cadastrados e licenciados tanto no Japão quanto no Brasil, através da Confederação Brasileira de Kendo e compõe parte das bancas de exame de graduação da arte.

…..Em julho de 2012, houve o maior exame de graduação de praticantes de Iaido no Brasil, com aproximadamente 50 candidatos, sinal muito positivo do crescimento da modalidade.

…..Novamente, lembrando que esta matéria é repleta de opiniões pessoais. Claro que é possível que alguma família muito reservada treine e ensine koryu em seu seio, ou que existam mestres não registrados. Porém esta hipótese é absolutamente improvável, principalmente em tempos de internet, em que investigações podem ser feitas com maior abrangência.

Você treina “kenjutsu”? Claro que treina…

…..Ainda assim é importante ficar claro: EU (administrador do blog Espírito Marcial) não acredito que exista KORYU KENJUTSU real e devidamente credenciado e autorizado no Brasil e nem reconheço qualquer instrutor, em especial, de nacionalidade brasileira, ou instituição de ensino desta modalidade no Brasil. Acredito firmemente que somente no Japão e através de um instrutor japonês é que se pode aprender koryu Kenjutsu de verdade.

…..É uma opinião bastante pessoal, baseada em anos de pesquisa, treino e vivência no universo da espada japonesa no Brasil. Qualquer pessoa é livre para acreditar no quiser, e em quem quiser. Eu prefiro verificar por conta própria fontes, informações e esta é minha conclusão. Para saber mais sobre supostas escolas de koryu no Brasil, basta frequentar fóruns de artes marciais na internet e logo será possível elaborar uma opinião. Procure sobre elas FORA de seus domínios, em fontes mais imparciais. E seja livre para seguir suas convicções.

…..Recomendo também a leitura deste texto no blog Wild Dragons Cross River sobre o assunto polêmico.

…..Finalizando, posso dizer que eu também gostaria muito de treinar koryu Kenjutsu. Afinal, esta imersão cultural e marcial deve ser fascinante. Mas não me arriscarei com supostos mestres nos quais não possuo a menor fé e não vejo credibilidade. Justamente porque treinaria com intensa seriedade e compromisso, e seria muito triste oferecer essa dedicação para uma pessoa de intenções duvidosas.

Tenshinsho Jigen-ryu. Não existe no Brasil. Um dos meus preferidos.

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Notas Pós Publicação.
…..A imagem dos cosplayers é meramente ilustrativa e não tem por intenção denegrir a modalidade, visto que sou um entusiasta da brincadeira. É apenas para efeito de comparação entre treinar “kenjutsu” e brincar fantasiosamente, para quem não entendeu a comparação. (E convenhamos que é triste ter que explicar essas coisas…)

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…..O que achou da matéria? Sua opinião é importante para o crescimento deste trabalho. Caso tenha dúvidas ou queira conversar sobre o assunto, envie um e-mail para blog.espiritomarcial@gmail.com ou deixe seu comentário!

56 comentários sobre “Kenjutsu no Brasil

  1. Bom texto, ****.

    Particularmente não gosto nem um pouco da maneira como o termo “kenjutsu” e “iaijutsu” é utilizado hoje em dia, como se fosse algo exclusivo, uma arte marcial específica ou remetesse obrigatoriamente aos koryu.

    Outro dia peguei um trecho de um programa na NHK que ilustrou bem o significado do termo “kenjutsu”. Era um programa infantil de bonecos com ambientação de fantasia medieval européia, e o personagem principal falou de sua habilidade com a espada utilizando o termo “kenjutsu”.

    Para mim isso mostrou como esse termo é genérico, como a tradução simples de “esgrima” se encaixa bem para ele, podendo ser usado para qualquer técnica de esgrima, antiga ou não, japonesa ou não.

    • Olá Mário,

      Concordo plenamente com suas colocações. Nós que somos “do meio” há algum tempo temos um entendimento um pouco melhor do que pessoas que estão ingressando ou que são interessadas, que geralmente podem ser arrebatadas pelos fanáticos criadores de “estilos samuraicos” apenas por falta de informação. Espero contribuir um pouco com este texto e com o blog em geral.

      Pelo menos, afirmo constantemente que se trata de uma opinião pessoal, acredita quem quer.

      Obrigado novamente pela visita!

  2. Bom texto, ****. Concordo com suas afirmações e fico triste ao ver tantas “ervas daninhas” enganando e explorando a tantos no meio marcial brasileiro. Textos e opiniões como a sua podem ajudar a abrir os olhos de muitos que são interessados em seguir algum DO sob uma orientação sincera e responsável.

  3. Ahhh estava esvrevendo um comentario há uma hora e perdi tudo (maldito android).
    mais tarde escrevo de casa, mas parabéns pelo artigo e pela elegância que abordou o assunto!

  4. Adorei a matéria. Ajuda muito quem está procurando informações sobre kendo/kenjutsu. Infelizmente, somos bombardeados por todos os lados com informações que nos levam as vezes a escolher de forma errada um caminho a seguir. Em um post do Senpai Sidharta (peço licença para cita-lo!), ‘Então, você acha que treina Kenjutsu?’ isso é muito bem explicado, demonstrando o que encontramos quando buscamos pouca informação sobre o assunto e levados a ‘comprar’ algo ilusório. Procurei muito tempo uma arte que não enfatizasse somente o corpo, mas o espirito, a mente, e acabei tropeçando neste kenjutsu brasileiro, mas agora, pude ver o que queria de verdade, kendo.
    Mais uma vez parabéns.
    Grade abraço.
    Braga

    • Muito obrigado pela visita, Daniel! Fico contente em poder ajudar. Claro que também devo ser colocado à prova, pois este blog não tem a pretensão de ser a “verdade absoluta” sobre as artes da espada japonesa no Brasil. Tudo nesta matéria é meramente uma opinião pessoal e preciso deixar bem claro que cada um segue e acredita em quem desejar, independente dos fatos.

      • Claro ****! Concordo com você, na história, vemos que aqueles se diziam donos da verdade, geralmente estavam enganados, e/ou enganando. Todos temos o direito de expor nossas opiniões, e isso ajuda aos que procuram o kendo, kendo de verdade, pelas razões corretas, vendo blogs como o seu e do Senpai Sidharta, e outras fontes também, com opiniões diferentes, consiga escolher o que deseja mesmo, e o que lhe é empurrado para dentro da cabeça, é questão de se atentar aos detalhes…. Hoje, treino pouco ainda, e por acaso treinei hoje, e foi muito bom, um dos melhores treinos da minha vida, e vejo toda a diferença… vejo como o kendo é simples, na sua essência, da forma que é aplicado onde treino no momento. Não há formula mágica secreta, não há segredos, apenas, treine! Não sei se consegui me expressar bem, me perdoe pela confusão mental ao tentar. Fecho com uma frase do Watanabe Sensei dita hoje “…o mérito de ficarem fortes ou fracos é de vocês…”. Cada um escolhe seu caminho. Grande abraço.

      • Muitíssimo obrigado pela sua participação, Daniel. Grandes palavras, tanto suas quanto de Watanabe Sensei!

  5. Aconteceu comigo isso… Estava treinando um kata de “Kenjustu” e um senpai de uns 2 anos de dojo me disse “Você tem que fazer o Hasso, que é a posição do fogo…”. Eu, sabia, por conta própria de iniciante curioso com um laptop no google que existiam cinco Kamaes (agua, fogo, madeira, terra e ouro) e que o fogo era o Jodan, a posição mais agressiva. Não me contive e fui perguntar para o tal senpai quantos kamaes haviam e ele me respondeu “muitos…”

    O que tiro disso, não adianta construir um edifício com areia de praia que o mesmo vai desabar. Se Kendo é básico (não para mim), isso não só o torna belo como muito desafiador ao ponto de você só conseguir chegar a perfeição quando muito mais velho. Acho fascinante o que dizia 10º DAN Moriji Mochida aos 76 anos, que não era nada desafiador lutar com mais novos pois os movimentos desses eram muito previsíveis. Me irrita esse uso da palavra Kenjutsu nos dias de hoje. Creio quem considera o Kendo um elemento esportivo não conhece sua história. O treino desse Kenjutsu no Brasil é KENDO ! Horrivelmente transmitido, diga-se de passagem.

    Parabéns pelo Blog. Espirito Marcial e o Wild Dragon Cross the River são sensacionais!

    • Obrigado pela visita, caro Tanovisk! Suas palavras dão força e motivação!

      Mas diga-se de passagem, o conceito de kamae pode ser um tanto aberto, pois uma postura onde existe conceitos prédeterminados de ação e reação… na prática pode ser qualquer coisa! E no Kendo estão delimitados 5 kamae (chuudan, gedan, jodan, hasso e waki) para estudo dentro do escopo da arte!

      Tem muita razão quando diz que o Kendo é básico: os treinamentos de base são tudo e dominar com plenitude coisas aparentemente simples promove a disciplina e humildade.

      Até!

    • O problema que aqui no Brasil existe uma Intituição que leciona os ditos Koryus. Gastei muito dinheiro pra viajar e conhecer em São Paulo a escola e o que me deparei foi com um monte de gente nova lecionando como coordenador. As academias eram espalhadas e demonstrando pra quem conhece um pouco de arte marcial que os Sampaes não possuem muita base. Outra coisa estranha é que os estilos antigos, nos movimentos, eram pra ser preservados de acordo com o que o soke passa, no entanto, analisando os movimentos, percebeu-se que os mesmos mudavam do que eles praticavam la do que se visualizava no famoso youtube. No entanto eram pra ser iguais, mas mudavam algumas coisas. Outros problemas eram o fanatismo e ingenuidade dos praticantes, que se subordinam a uma lavagem cerebral de outros sampaes também novos.Outro problema é que pra se praticar o estilo, também tinha que se praticar o kendo.. ora, se eu me graduar em kendo lá não vai valer de nada na CBK… e o tempo que irei perder… como vai ser..? Enfim, devido a esses fatos, aliados de que vc tem que comprar tudo novo e da mão deles me fez chegar a conclusão de que é um monte de academia sem necessidade e coisas passadas sem critério pra se disseminar uma técnica por pessoas que não dominam.

      • Olá “Eu”,

        Fica aí mais um depoimento de alguém que se sentiu lesado por esses ditos “estilos samuraicos” que tem por aí. Realmente fico triste em ouvir sua experiência… mas espero que sua vontade de praticar a verdadeira espada japonesa não tenha passado com isso! De fato, pseudo-instrutores corrompem a imagem das reais artes do samurai, a troco de que? Dinheiro? Ego de se achar “mestres” nessa besteira?

        Que tal procurar uma academia que leciona o verdadeiro Kendo, devidamente transmitido por pessoas sérias e qualificadas? Já leu a matéria #Quanto Custa Treinar Kendo no Brasil e #Guia para a Prática de Kendo?Vai encontrar informações sobre as verdadeiras artes da espada japonesa no nosso país.

        Obrigado pelo seu depoimento e torço para que encontre seu Caminho!

  6. Ohayo goizamasu! ****-San…

    Li o seu texto com profundo interesse e vejo que o senhor logo de inicio considera sua explanação como de inteira particularidade no trato da questão. Isto mostra seriedade e não leviandade na proposta do artigo.
    Concordo com o senhor que existem muitas “ervas daninhas” nas artes marciais e, felizmente, graças ao próprio youtube, acabamos por nos deparar com estes escolhos pseudo-orientais. Na minha cidade (******* – **) já fomos vítimas de diversos proto-senseis e seus mestres obscuros e suas incongruências culturalistas. Nesse sentido, creio que seu texto é uma reflexão mais do que pertinente…
    No entanto, gostaria de salientar que eu, particularmente, acredito no ensino de Kenjutsu no Brasil. Entendo haver pelo menos três ryus que representam isso: “**** **** Ryu/ *******” (do qual faço parte, sendo orientado por ******* ****** – ******, sendo este orientado por ******** ****** – ******); “****** ryu ******* *******/ ************ (Coordenado hoje por ************ Sensei – ******, sendo discipulo de ***** ********* – ******); “***** ******* ryu” (Coordenado por
    Sobre nossa escola, especialmente, indico o nosso site (ainda em construção) e nos colocamos à inteira disposição para dialogarmos e esclarecer mais sobre nossa origem, estilo, etc.

    http://*****************

    Mais uma vez, quero reforçar meu interesse legitimo pelo vosso artigo, compreendendo a intenção inicial e importância reflexiva do mesmo. É bom saber que há mais pessoas no “caminho”.

    Sayonara!

  7. No comentário anterior esqueci de mencionar o atual representante do estilo “*****” no Brasil. Trata-se de ***** “*****” Sensei.
    Quanto ao ****** Ryu, anexo o link para seu site oficial: http://www.**********************

    Todos os estilos mencionados foram introduzidos no Brasil por descendentes diretos de linhagens samurais. Seus atuais representantes, sem distinções, são alunos dos respectivos soke’s há no mínimo 25 anos. Meu sensei mesmo treina desde os 7 anos de idade, tendo morado durante parte de sua adolescência no Nihon, estudando “internamente” em escolas como “**********”. Sua prática marcial já perpassa os 35 anos contínuos, atualizando-se continuamente com seu mestre vivo, ***** ******** ********, em ******** – **.

  8. Agradeço a dedicação em ler meu comentário. Apenas gostaria de pudesse ser mantido o nome das escolas e representantes que mencionei, para titulo de conferimento e pesquisa por quem se interessou por esse post. Por alguma razão, os nomes foram substituidos, todos, por “asteriscos”. Não sei se foi problema no sistema ou por ocultamento de nomes, por política do site…

    Grato,

    Diego

    • Novamente, obrigado pela audiência, Diego.

      Não se trata de problema de sistema, nem uma questão “política”, é apenas uma reserva de discrição para esta matéria, que pode gerar atritos indesejáveis. Infelizmente, nenhuma instituição ou pessoa poderá ser mencionada aqui, independente de sua situação. Peço que compreenda o posicionamento.

      Este espaço é um blog, local para opiniões meramente pessoais e não um site, que possui natureza institucional com vínculos políticos e (geralmente) interesses financeiros. Apenas escrevo aquilo que considero verdade e sugiro aos leitores acreditarem naquilo que desejam. Definitivamente, não sou o dono da verdade nem possuidor de conhecimentos relevantes sobre a realidade da espada japonesa no Brasil.

  9. Sem problemas, já que foi esclarecido a razão da discrição. Compreendo e acho relevante a justificativa.
    Meu objetivo, desde o inicio, foi apenas de esclarecimento, já que seu texto trata-se de uma afirmação objetiva, mesmo se tratando de um ponto de vista. Eu, na condição de Budoka, residente em um Koryu, me senti no dever de expor aos vossos leitores fontes e experiências sobre o assunto. Peço perdão se pareci invasivo, mas meu intento foi apenas expor, mais do que uma opinião, um conhecimento de fato sobre o assunto, já que o vivencio há algum tempo…
    Sugiro ao senhor, como pesquisador e também Budoka, que vá às fontes que sugeri ao senhor e entre em contato conosco. De repente, podemos apresentar ao senhor (sem pretensão alguma de nossa parte em nos julgarmos como detentores também da verdade) uma outra forma de encarar a questão da existência “Kenjutsu no Brasil”. Sentiríamos honrados, pois saberíamos do interesse legitimo de outro “irmãos do caminho” e, de nossa parte, nos colocaríamos a inteira disposição para dialogar.

    Sayonara!

    • Agradeço com sinceridade suas colocações e elogios e, por favor, não se sinta “invasivo”. Fico contente em receber as opiniões, pois este espaço é justamente para isso.

      Obrigado pela sugestão, certamente vou me informar sobre o assunto.

      • Ola, bom dia,

        Excelente texto senhor administrador, achei muito interessante ambas colocações tanto suas quanto as do Diego, e fiquei muito curioso/interessado, existe alguma maneira do senhor me passar os dados que ele me passou? Pois moro em Goiania e queria pesquisar sobre o que ele falou ja que ele colocou tantos dados. Sempre quis treinar algo como um koryu.

        Obrigado!

    • Olá Bruno,

      Minha resposta é, infelizmente, “não”. Qualquer vínculo com instituições ou pessoas mencionadas aqui pode estar em desacordo com as ideias do texto. Por isso, solicito que você faça suas investigações pessoais sobre o assunto e procure encontrar sua verdade.

      Peço sua compreensão e agradeço sua visita!

      • Poxa, mas eu nao estou vinculando, voce colocou sua opiniao e ele apresentou o lado dele, eu so queria ver o lado dele tambem. =/

      • Peço que me desculpe pelo posicionamento, mas pelo que entendi o lado do sr. Diego está aí postado e argumentado.

        Se você tem interesse em conhecer, creio que uma simples investigação na internet pode esclarecer suas dúvidas na sua região.

      • Hm td bem, obrigado, é que na regiao eu so havia conseguido achar uma escola que ensinava koryu, so que fechou. Eu nao sei nada de outra escola por aqui assim.
        Vou tentar pesquisar melhor, obrigado novamente!!!

      • Apenas aconselho extrema cautela e ceticismo em sua procura por instrução real. Só porque pessoas clamam pela internet que ensinam ou estudam certas coisas, absolutamente nada garante que seja algo real. O mesmo digo sobre as matérias que escrevo aqui: só porque escrevo um blog nada garante que eu seja realmente conhecedor do assunto. Por isso, boa sorte em sua busca.

        Novamente, obrigado pela audiência.

  10. Boa noite,pesquisando na internet cheguei até o site,estou gostando muito pois esta me esclarecendo muitas duvidas,estou querendo iniciar na arte da espada ( Kendo) mas ao pesquisar na internet sempre aparece ******** ***** e gostaria de aprender a verdadeira filosofia de um samurai,não quero aprender Kendo para disputa de campeonatos e sim para um estilo de vida. Moro em Sp Zona Sul gostaria se possível de algumas indicações de lugares para eu iniciar o verdadeiro estilo de um samurai. Desde já agradeço

    • Olá Claudinei,

      Creio que você anda extremamente mal informado sobre a realidade de algumas coisas, se me permite dizer. Peço licença para afirmar que não existe esse negócio de ‘disputa de campeonatos’ como meio de vida dentro do Kendo. Como toda arte marcial, cada um pratica visando objetivos pessoais, e não acho que elas devam ser julgadas por seus interesses particulares, não concorda? Eu mesmo, em 10 anos de treino, não conheço ninguém que treina visando apenas competições.

      Outro ponto que me chama atenção é o estereótipo de ‘cultura samurai’ ou ‘modo de vida do guerreiro’. Isso tudo é baboseira marketeira, e como comentei, apenas ESTEREÓTIPOS muito mal apresentados. Existem princípios básicos de educação, reverência, cortesia e amor pela prática que existem FORA dos domínios das artes marciais. Valores que vem da família, da religião, não precisam vir de uma ‘seita oriental guerreira’ para nos transformar em supostas pessoas melhores.

      Se você lê minhas matérias, saiba que o espírito, a essência de tudo que é positivo que tanto falo das coisas está perfeitamente presente no treinamento e no convívio com os praticantes de Kendo. Mesmo assim, em minha opinião, não é uma coisa perceptível abertamente. O verdadeiro espírito do samurai está presente no treinamento, no suor, na garra de cada um e no agradecimento que desenvolvemos aos mestres e companheiros.

      Se você mora na zona sul, creio que academias como Bandeirantes (metro Praça da Árvore) e Mie (metro Vila Mariana) possam ser excelentes referências. Veja nos links sobre academias credenciadas no canto superior do blog. Espero ter ajudado, e estou sempre a disposição para eventuais dúvidas.

      Obrigado pela visita!

      • Ótimas observações Administrador.
        Desculpe a ironia mas se o interesse é realmente viver como um “Samurai”, sugiro que peça emprestado a Delorean do filme “De Volta para o Futuro” e volte antes da Restauração Meiji.

        O Kendo, Iaido, Jodo são as heranças dos princípios filosóficos e praticas das quais puderam ser preservadas com a evolução da sociedade japonesa.
        Viver como um samurai nos dias de hoje, ou fazer propagandas da “verdadeira arte samurai” é puro marketing. Até mesmo porque, nunca vi esses que fazem essa “verdadeira arte” cometendo seppuku por desonrar seu Sensei (sabemos muito bem quem ele é!).
        Um dos princípios mais legais do Kendo é que você vai evoluir proporcionalmente com o maior número de Kenshis que conseguir praticar. Um campeonato é justamente um lugar onde isso é muito praticado. Não olhamos para um oponente com ódio de rivalidade, e sim, com gratidão por estar ali aprimorando sua técnica comigo e com outros colegas. Isso é tão forte, que se houver uma atitude de comemoração em um ippon aplicado e o mesmo ser comemorado, esse ponto é anulado!

        Estou escrevendo isso não para julgar, pois já fui enganado por essa “arte samurai”.

        P.S.: Pergunte-se uma coisa. Se o Kenjutsu deles é tão “melhor” porque o fundador desses ********* mantem em sua propriedade o domínio *****.org.br ? Pense nisso.

        Abraço a todos!

      • Obrigado por complementar de forma brilhante meu raciocínio, Cristiano. Concordo com tudo o que disse e agradeço suas palavras!

      • Interessante que no caso do Diego você nao podia citar nomes, institutos pessoas… Agora, nesta resposta, até indica duas academias! Para mim, todo o resto que escreveu, perdeu credibilidade.

      • Olá Renato,

        Entenda por favor que o blog é MEU. Não tenho que me justificar em qualquer tipo de ação aqui. E friso constantemente que recomendo APENAS academias e instrutores ligados à Confederação Brasileira de Kendo.

        E honestamente não me incomodo com “credibilidade”. Cada um acredita no que quiser, e segue quem desejar. Não acho que tenho o “poder” de influenciar neste ponto. Cabe a cada um se informar devidamente e seguir em frente.

  11. Eu que agradeço Administrador! Seu site foi fundamental. Veja na timeline dos comentários que praticamente há um ano atrás postei sobre. Estava com um nikki de “tanovisk” e saindo desse *********.

    Hoje estou há um ano ralando pro meu exame de Kendo e Iaido!

    Abração!

  12. Bastante interessante sua materia. Para um leigo o texto e claro . Teria mais referências bibliográficas que poderiam fundamentar sua opinião? E que sejam em português brasileiro,inglês ou espanhol? Acredito que assim poderemos difundir mais o Kendo e o Iaido.

    • Olá Maria,

      Infelizmente não, nada de referências. Como é só um blog, não tenho qualquer compromisso apresentável neste sentido. É só um monte de opiniões e baboseiras que penso, no máximo ‘achismos’. E acredita nisso quem quer :)

      Obrigado pela visita.

  13. Muito boa matéria, mas desculpe-me expressar a minha opinião de que é radical demais, ao afirmar que não existe no Brasil quem saiba ou ensine o Kenjutsu, por exemplo. Acho que poderia ser substituído por “não se tem notícias…” ou “não se tem conhecimento…”, pois afirmo que existe sim quem já tenha treinado e ensine, só que não em academias abertas e nem fazendo propagandas ligadas ao termo “samurai” e etc.
    Um grande abraço fraternal.

    • Olá Wagner,

      Obrigado pelo comentário! Não há necessidade de se desculpar, comentários são lugar para expressar opiniões. Agradeço a polidez pela maneira como colocou.

      No entanto, para esta matéria, avalio a disponibilidade real da prática, e grupos obscuros sem intenções claramente declaradas não contam. Por isso afirmo categoricamente que tal prática de fato não existe no Brasil, principalmente pela questão semântica abordada. Espero que compreenda. Agradeço novamente sua visita.

  14. Eu tive origem em erva-daninha. É uma lástima saber e concordar contigo que o Kenjutsu é uma realidade distante.

    Muita escola abre, abre até “federação” e “confederação” para isso. Querem legalizar as daninhas.

    Aí vc chega lá e se pergunta: cadê a bokken? Para que esse bogu? Aí vc treina Kendô e eles continuam dizendo que é um estilo Kenjutsu muito exclusivo! E blá blá blá… cobram uma taxa… blá blá blá … outra taxa… e assim vai.

    Meses depois eu não sabia um kata ainda… exercícios errados e pouco fiscalizados pelos monitores nada experientes… me deixaram sequelas nos 2 joelhos… mas estou melhorando.

    Eu amo Kendô e gostaria de que houvesse Kenjutsu no Brasil, ou Kenjutsu em Rio Preto, minha cidade, certamente eu faria!

    É uma pena não haver.

    Mas se quiser fazer Kendô, é ótimo, pela minha experiência vou deixar apenas 1 sugestão para quem estiver chegando: A escola ou academia para ser séria é preciso antes de mais nada estar filiada ou autorizada ou consentida pela CBK ou FPK (para São Paulo).

    As outras que conheci, eu particularmente não recomendo.

    • Olá Alexandre,

      Sinto em saber sua experiência negativa, como muitas que já observamos por aqui e por toda internet. De fato, somente através de academias filiadas à Confederação Brasileira de Kendo teremos a verdadeira arte da espada japonesa no Brasil, principalmente sem exploração financeira dos membros ou alienação samuraica.

      Obrigado pela visita!

  15. Boa tarde.
    comecei pesquisar sobre o assunto, achei muito interessante a abordagem.
    porém, convençamos que nem no Japão deve existir treinamentos com o rigor dos lendários Samurais.
    Eles eram treinados para enfrentar a morte.
    Hoje temos que considerar que estamos falando de uma arte marcial, milenar, porém que vai ser utilizada como esporte.
    As técnicas são finitas, cada lutador que as utiliza de maneira peculiar, se sobrepondo ou sendo vencido por deu oponente.
    Então o fato de ter um mestre oriundo do Japão, na minha opinião nao se faz tão importante, pois no caso não e nossa vida que está em jogo.
    Porém, procurar profissionais dedicados e serenos, e uma boa opção para manutenção da nossa saúde durante o tempo de treino.

    • Olá Rodrigo,

      Vou dizer que concordo com apenas metade de sua colocações, ok? É verdade que não existe mais o fator real no treinamento, não existe o propósito da guerra ou defesa pessoal e treinar esse tipo de modalidade com isso em mente é sinal de alienação. Claro que podemos treinar com grande intensidade os movimentos, buscar uma aplicação real. No Kendo e Iaido é exatamente assim. Na verdade, o que existe em minha opinião é uma imersão cultural, fazer e se sentir parte de um legado. Talvez esse seja o propósito maior em buscar o treinamento em Koryu.

      No entanto, se não é importante treinar com um “verdadeiro Sensei”, que faz parte dessa tradição, corremos o risco de estar com um maluco que inventou um estilo mirabolante só pra brincar de espadinha samurai. Eu preciso discordar fortemente neste ponto. Não creio que exista qualquer sentido em treinar invencionices sem ligação real, verdadeira, oficial e comprovada com o estilo tradicional do Japão. Mas dependendo do que você quis dizer, entendo que não há necessidade de buscar um instrutor japonês, existem grandes mestres não-japoneses altamente graduados. Mas eu penso que o mais absolutamente ideal é buscar o conhecimento na fonte, quando E se possível.

      Obrigado pelo comentário e pela visita! :)

      • Bom dia.

        Eu entendo, seu ponto de vista e agradeço a atenção.
        Sou formado em capoeira em Sao Jose do Rio Prero/SP.
        Acredito que é um fenômeno que aconteceu em todas as artes marciais e esportes de contato, o fato da era fitness. Dificilmente encontra-se alunos dispostos a aprender do jeito certo, eles querem falar que praricam algo e mexer o corpo, que já é alguma coisa.
        Mas sem querer ser chato, falando em tradições japonesas, um mestre japones que ensinasse as técnicas milenares de combate a um gajin, seria considerado traidor do seu País, pelo pouco que conheço da cultura japonesa. Por isso concordo com vc em gênero e número que esses mestres não exiatem mo Brasil. E concordo ainda mais com a sua colocação de técnicas fantasiosas. Mas o ser humano e incrível e estudando as técnicas pode sim se tornar um grande esportista ou lutador. Pois os pontos vitais são os mesmos em todo o mundo e a maneira de atingi-los sao inúmeras técnica. Mas se vc averiguar os combates de MMA, as tecnicas se tornam muito parecidas, e se assim não fossem nos teríamos somente campeões de artes marciais milenares, porem não e o que acontece.
        Obrigado e uma ótima semana.

      • Olá Rodrigo,

        Muitíssimo obrigado pelas suas considerações! Gosto de capoeira e achei seu comentário muito atual e pertinente. O Kendo sofre muito dessa “desilusão” de brincar de samurai e girar espadinhas como se vê em filmes. O treino é pesado, repetitivo, gera bolhas nas mãos e desgasta bastante, mas isso temos em qualquer arte marcial. É verdade que são raros os alunos realmente dedicados e que se apaixonam pela arte, levando-a consigo por muitos anos. Acho que tudo depende das modinhas, anos 70 era o Kung-fu, depois Karate, Jiu, agora o MMA é o líder da vez e sempre vejo academias lotadas, e o pessoal postando selfies do “treino” em redes sociais. É como disse, menos mal que existe um pequeno interesse, e de 10 que entram em contato, pelo menos 1 entende a arte mais profundamente.

        Só me permita esclarecer um detalhe que me chamou atenção: esse negócio de “arte da espada só para japoneses” não condiz mais com a realidade atual. Mesmo no Japão muitos dos principais estilos são abertos a estrangeiros, que tem se graduado e disseminando a arte no mundo (raríssimos no Brasil infelizmente, e TODOS os que são verdadeiros são ligados à Confederação Brasileira de Kendo). Fique tranquilo que, se um dia tiver interesse em treinar as verdadeiras artes da espada japonesa, é provável que seja bem recebido! Seria muito estranho o contrário, sendo que nunca ouvi relatos sobre isso…

        Entendo que todas as artes, em especial as desarmadas tenham suas semelhanças. Afinal o corpo humano é o mesmo e a biomecânica não muda, mas o que impera no MMA é uma orientação por regras que permitem certas técnicas e proíbem outras. Artes antigas não tinham pesquisa científica por trás e suponho que muitos de seus métodos podem se considerados arcaicos. Enfim, nunca chegaremos a um acordo sobre o que é “melhor”, visto a quantidade de variáveis. Acho que o que importa é apenas o sentimento de querer ser o “melhor” :)

    • Oi, Rodrigo!! A arte secular (não milenar) é uma opção de vida, para poder estar perto de uma cultura tão rica e magnífica. A proposta é manter viva a chama desse legado, com segurança e seriedade. O Kenjutsu era o treinamento “Samurai”, mas os samurais não existem mais, ninguém treina para matar com uma Kataná. O Kenjutsu da época foi adaptado e se tornou um esporte repleto de cultura rica, chamao Kendo. E eu adoro!! Se intitular Samurai ou dizer que treina Kenjutsu é uma utopia. Somos Kenshis, treinando Kendo, enquanto aprendemos sobre os Samurais.

      • Olá DoutorD,

        Concordo, samurai é uma figura do passado, talvez uma inspiração. E fica nisso. :)

        Existem muitos pormenores históricos de como os tidos principais e mais influentes estilos clássicos da espada japonesa influenciaram a criação de um conceito unificado (o Kendo). Recomendo a leitura do livro Peregrinos do Sol: A Arte da Espada Samurai para uma compreensão mais ampla.

      • Obrigado pela correção. ….. horabque escrevi estava pensando em KungFu….. ai percebi que estava no país errado….kkkkk….. muito legal isso …. mas eu naonestive no Japão. ….. tenho amigos que foram la trabalhar ….. mas tem estorias bem desagradáveis de preconceito. ….. principalmente com brasileiros…… É lógico que no mundo globalizado qualquer maneira de expandir os negócios e bem vindo….. mas sabemos que os mongois sao bem reservados nas suas tradições. …. mas concordo plenamente que eu uma cultura muito rica e um estilo de vida qie compensa aprender……. boa tarde.

  16. serio que na nenhuma escola de kenjutsu no brasil ou em Hortolândia? serio eu estou muito triste por isso pois nem sei o que dizer ao certo na verdade estou chorando pois agora eu sei que meu sonho não se tornara verdade a qual eu luto por ele desde os meus 5 anos se eu não me engano bom ok deixa queto enta o. mas por favor se você souber de alguma coisa do tipo em Hortolândia por favor me avise-me

    • Olá Gustavo,

      Escolas sérias e verdadeiras sobre as artes da espada japonesa não se encontram em qualquer lugar, infelizmente. Achei seu relato engraçado, imagino que você seja jovem. Peço muita cautela e pesquise pela reputação de qualquer suposto “instrutor de kenjutsu” que aparecer por aí.

      Hortolândia é na região de Campinas e Jundiaí, existem alguns grupos de Kendo e Iaido nessa região. Recomendo aqueles que são integrantes da Confederação Brasileira de Kendo. É possível realizar seu sonho sim através de pessoas sérias e dedicadas, tudo bem?

      Boa sorte! E obrigado pela visita!

  17. Texto muito bom e sóbrio. Particularmente, acho discutível se de fato é objetivamente impossível praticar Koryu Bujutsu fora do Japão. Apesar disso concordo com a relevância dos argumentos apresentados acerca do tema.

    Acrescento que honestamente creio que parte significativa daqueles que alegam praticar ou ensinar Koryu no Brasil não o fazem de má fé. Penso que alguns realmente acreditam que um apanhado de técnicas que remetem ao clássico são o mesmo que o próprio.

    • Olá Questionamentos Marciais,

      Sou fã da sua página e do seu trabalho. Agradeço a colaboração em fazer as pessoas ter mais discernimento ao procurar por algo sério como as artes marciais.

      Sobre a “má fé” eu já penso de forma mais radical. A partir do momento que uma pessoa “inventou” movimentos lúdicos e acrobacias e chamou aquilo de “estilo” e ensina tais malabarismos SEM informar ao ingressante leigo que é algo feito por ele, já está na má fé. Como contraste interessante, tem o Isao Machii que criou o Shuushin-Ryu. Quem treina com ele está devidamente avisado que estuda movimentos inventados por uma pessoa que nunca lutou numa guerra ou combate real de espadas. Eu honestamente não vejo valor, prático ou cultural em iniciativas como esta.

      E você está certíssimo, não é só a técnica que determina o estilo. São fatores mais profundos mas o leigo é imediatamente atraído pela técnica e sua plasticidade. É aí que os picaretas se aproveitam, da emoção e da fantasia das pessoas. Mas isso já é outra discussão. Obrigado pela visita e por favor continue com seu bom trabalho!

      • Fico muito feliz que goste daquilo que tenho escrito!

        Sobre má fé, concordo. Apenas acredito que haja a possibilidade de o sujeito acreditar que é assim que se desenvolve um sistema. Considero a possibilidade extremamente remota mas a considero. Naturalmente, se a pessoa atrela um contexto histórico e cultural a sua invenção, o caso é bem mais complicado 9ou simples, dependendo do ponto de vista).

        O motivo pelo qual muitos fazem isso seria tema interessante para um estudo psicológico. Considerando o tempo e enrgia despendidos com, muitas vezes, mais gasto financeiro do que retorno, aparentemente. Excluindo, obvimente, os que o fazem com objetivos de ganho material. Penso que motivação nasce de vaidade e necessidade de compensação do desejo frustrado de ser parte de algo que não está ao alcance. Não me aprofundo no tema pois foge a minha especialidade.

      • Olá Questionamento Marciais,

        Sem dúvida. O próprio estudo das artes marciais prega a “anulação do ego” e tais indivíduos já estão desalinhados com princípios fundamentais. Realmente, frustrações de infância, excesso de “romantismo” vendo filmes de samurai ou vontade de participar de “algo especial” estão na lista de características típicas destes perfis.

        Um ponto desagradável é que muitos deles TEM a oportunidade de treinar artes sérias com instrutores legítimos, e simplesmente NÃO o fazem. Assim caem no assunto de “má fé”, principalmente quando começam a angariar discípulos que fantasiosamente vão adorar tal pseudo-intrutor. É uma pena. Daí trabalhos como o seu blog e o ISTO NÃO É ARTE MARCIAL são fundamentais para as pessoas leigas se informarem melhor das origens e intenções de supostos instrutores de artes marciais.

        Mais uma vez obrigado pela visita e pelo bom trabalho!

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