A Arte Marcial como Esporte

…..Os esportes estão sempre sujeitos a atualizações e revisões em suas regras, com o objetivo de torná-los mais competitivos, mas sem deixar de serem seguros.  Nas artes marciais, o preço pago para isso é a sua descaracterização enquanto combate, fugindo cada vez mais das variáveis que as tornam uma simulação de lutas reais.

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Introdução.

…..Os grandes exemplos disso estão presentes nas Olimpíadas, como o Judo e o Taekwondo. Criadas originalmente como formas de defesa pessoal, a esportização destas artes moldaram uma nova linhagem de treinamento, visando aplicação de técnicas com o intuito único de pontuar, através de um exímio trabalho estratégico. O nobre ideal olímpico é a superação, preservando ao máximo a integridade do atleta e seu adversário, um paradoxo para modalidades onde deter um inimigo, ferindo-o se necessário, é a meta. Nesse contexto, as adaptações de segurança, como protetores corporais diversos e eliminação de técnicas excessivamente traumatizantes se fizeram necessárias.

Taekwondo nas Olimpíadas: somente chutes nos protetores.

…..Existem críticos dos formatos marciais tradicionais, alegando que os treinamentos são arcaicos e não fornecem a visão necessária para o combate corpo a corpo e apenas no esporte de combate é que, apesar das limitações impostas, ainda é possível trabalhar tais aspectos marciais, golpeando forte e suportando os ataques do adversário. E a ausência de técnicas traumatizantes mais serias sequer é sentida, pois também é comum o discurso de que se uma técnica não é treinada com a realidade necessária, aquele que a aplica não teria condições de usá-la quando exigido (por exemplo, golpes em locais extremamente sensíveis ou quebramentos de articulações e ossos). O resultado é a pasteurização de técnicas específicas, como socos e chutes na cabeça, tronco e pernas, além de imobilizações diversas. Esse é o modelo atual do MMA. O efeito colateral é o nivelamento dos atletas dentro de categorias de peso fixas, que “jogam” basicamente com as “mesmas cartas” e opções. Dentro deste formato, é improvável que alguém em desvantagem de peso ou altura possa vencer um adversário maior e mais pesado.

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O valor do tradicional.

…..Em artes como o Kendo, Naginata-Do (alabarda) ou Kyudo (arco e flecha), onde o uso de armas clássicas é o foco do treinamento, é inviável que hoje possam ser consideradas sistemas de defesa pessoal, como já foram um dia. A arma é justamente o diferencial que pode tornar a vitória (ou pelo menos, sua segurança) possível, frente a um adversário fisicamente superior. Mesmo um jovem ou leigo portando uma arma é potencialmente perigoso.

…..A esportização de artes marciais clássicas nem sempre é bem vista aos olhos dos alunos e mestres conservadores. Muito de seu contexto e apelo vem justamente do foco tradicional no qual são embasadas. Nascidas em tempos de guerra, trabalham a mentalidade do aluno para o combate, mas acima de tudo, valorizam a preparação absoluta do praticante: o físico, o espiritual, o psicológico, o técnico, o estratégico. Para aqueles que buscam tais segmentos, pouco importa a aplicação imediata como defesa pessoal.

Kyudo: A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen.

…..Existem discussões em andamento sobre a possibilidade do Kendo se tornar um esporte olímpico. Embora hajam conseqüências positivas caso isso ocorra, a grande maioria dos praticantes sérios e experientes se mostra preocupada com a banalização de todo o processo de treinamento, em função do conceito de vitória por pontos.

…..É evidente que dentro de uma disputa esportiva, mesmo se tratando em artes marciais, o ponto é uma meta incontestável que direciona todos os esforços dos atletas. Porém existe uma ordem para as coisas, que é a base do pensamento do Budo. Quando se busca puramente a vitória, o sentimento envolvido no processo é egoísta, buscando glória à custa da derrota do adversário. É praticamente exibicionismo. Quando a vontade de vencer é eliminada e a única preocupação passa a ser a execução correta da técnica, de forma bela e harmoniosa, a mente naturalmente se mantém neutra, abandonando os desejos e preocupações, focando apenas no que precisa ser feito, quase de forma instintiva. É o princípio básico do Mushin (無心), a ausência de mente e espírito.

…..O ponto por si não é a preocupação imediata para o praticante de Kendo bem orientado, mas sim o processo que chegará até ele. E é bastante complicado transmitir este conceito, por mais simples que possa parecer. Principalmente para praticantes do sexo masculino, onde os defeitos técnicos muitas vezes são encobertos ou suprimidos pelo uso excessivo de força física e explosão muscular.

…..Pensa-se então no que é mais importante: incutir a essência do mushin e do ippon como conseqüência da técnica bem trabalhada, ou treinar arduamente o corpo do atleta para que ele possua um golpe com uma velocidade e força além de qualquer defesa?

…..Estrategicamente falando, o método que levar ao resultado positivo mais rapidamente é o ideal. E não existe propriamente certo e errado, pois são apenas visões e interpretações diferentes para se chegar ao mesmo lugar. Nem é possível dizer qual deles fará do atleta uma pessoa com maior capacidade de reflexão, mais digna ou correta, visto que atletas sérios são indivíduos com alto grau de comprometimento com seus objetivos e cuidado com sua imagem pessoal. Mas basta lembrar que o Kendo é uma arte que permite que pessoas de avançada idade continuem praticando com relativo desempenho, apesar da diminuição das capacidades físicas pelo envelhecimento. Por esse lado, como poderia tal praticante aplicar seu golpe poderoso e veloz sem o vigor da juventude? Qual é o segredo?

Mitsuo Kimura Sensei, 7º dan kyoshi: lutou além dos 90 anos de idade.

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Evolução tecnológica.

…..Na Coreia do Sul existem algumas iniciativas de materiais alternativos para a pratica do Kendo (ou Kumdo, como preferir). Apesar do formato secular dos equipamentos como shinai e bougu, muitos dos processos de fabricação hoje são industrializados e os materiais empregados são sintéticos e de alto rendimento. Mesmo com a evolução tecnológica, a aparência final do equipamento é a mesma de séculos atrás.

Armaduras de antigamente: mesmo modelo.

…..Inovações são benvindas em todos os campos humanos, quando tem por objetivo melhorar, proteger e aperfeiçoar atividades e processos.  Mas dentro de esferas tradicionais, cujos objetivos e procedimentos permanecem inalterados com o passar de tanto tempo, isso pode ser contestado.

Um protetor esportivo?

…..Um modelo experimental do capacete protetor men foi apresentado em uma demonstração pública, para uso específico em crianças. Existem inúmeras razões médicas para ser proteger uma área sensível como a cabeça e o pescoço, especialmente em crianças e mulheres, que sofrem mais de dores nesta região do que os homens. Sua aparência e materiais determina a interpretação do objeto como um protetor esportivo, não como uma releitura de uma armadura medieval japonesa, o que contribui para o estabelecimento da imagem de Kendo “esporte”, e não “arte marcial”.

Cores diferenciadas: necessário?

…..O mesmo vale para este capacete com formato diferenciado no vídeo abaixo, que se ajusta ao formato do crânio nos pontos onde se atinge os golpes, com uma saliência maior, proporcionando maior capacidade de proteção, absorvendo o impacto de forma supostamente mais eficiente.

…..Outra iniciativa polêmica é a marcação eletrônica dos pontos em Kendo através de protetores com sensores que captam o impacto dos golpes. Usando critérios subjetivos, os pontos são atualmente marcados através do minucioso olhar de juízes (altamente) qualificados e erros muitas vezes são inevitáveis, mas raros nas categorias de elite. Como já foi colocado em outras matérias, o ippon será considerado se houver a conjuração simultânea de três elementos essenciais no momento do golpear e do impacto: KI – KEN – TAI, a energia combativa (demonstrada pelo kiai), a técnica correta da espada (empunhadura, angulações da lâmina e afins) e a postura corporal ideal para a mecânica contínua do corte; incluindo noção de oportunidade e maai (raio de ação). Esses itens só poderão ser avaliados pelo árbitro devidamente treinado, que julgará a presença ou ausência desses elementos. E neste momento, o protetor eletrônico não seria de serventia, embora sua proposta seja de auxiliar na detecção do ponto do atleta que acertou um golpe primeiro, confirmado pelo impacto da espada, se apresentando como uma ferramenta interessante, apesar da imagem de produto tecnológico que transmite, em oposição ao aspecto artesanal do bougu tradicional. Qual é a necessidade de placar eletrônico em uma luta que se computam apenas 3 pontos, parando a cada marcação?

…..Um ponto crítico a este tipo de recurso é que ele apresenta em um telão o ponto computado no placar, fazendo com que o atleta olhe imediatamente para a tela após realizar qualquer iniciativa ofensiva, por mais descuidada que seja. Sua concentração então estará voltada para o ganho do ponto e se ele conseguiu ou não marcá-lo. Não que seja muito diferente do uso de bandeiras e do olhar, mas enquanto a interface da arbitragem se mantiver humana, é trabalho do atleta convencer o árbitro que seu ataque foi um sucesso incontestável.

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Política.

…..É importante manter a mente cética quando se fala de esporte de alto desempenho. O peso político das medalhas é imenso e seria inocência acreditar que tudo se resume a esforço e superação no momento das provas. Nos bastidores das competições, estão patrocinadores (e porque não falar em governos) que investem milhões de dólares no treinamento do atleta e na divulgação de sua marca. Existe favoritismo, pressão e histórias obscuras em muitas modalidades que mancham o ideal olímpico. Basta ver como são os relacionamentos de jogadores e cartolas no mundo do futebol, onde a grande pergunta sempre é: QUEM sai ganhando?

…..Talvez seja apenas uma questão de tempo até o Kendo se tornar olímpico. A popularidade desta modalidade cresce no ocidente, principalmente em países de lobby e influência poderosos como os EUA, Inglaterra e França. Existem rumores de que os EUA seriam a favor do processo olímpico do Kendo, agora que sua seleção nacional atingiu o nível de elite mundial.

…..No Brasil, existem cerca de 500 praticantes federados (segundo dados do livro Kendo – O Caminho da Espada, de Yashiro Yamamoto Sensei, lançado em 2009), cujo número absoluto não deve ultrapassar 2000. Dessa forma, o país se mantém periférico no número de praticantes, mas é forte em influência e qualidade técnica (rivalizando historicamente com Japão e Coreia do Sul).

…..Independente se o Kendo é visto como esporte ou arte marcial tradicional, é a orientação dos Sensei que será responsável pelo direcionamento do treino. O rico panorama histórico e cultural em que esta arte marcial está imersa costuma ser o diferencial quando uma pessoa se interessa por ela, sendo que a face esportiva é uma preferência natural pelos mais jovens. O amadurecimento dos objetivos do praticante costuma tornar as competições eventos não obrigatórios mas é complicado afirmar que este modelo se aplicaria a um grande contingente de interessados. Com a divulgação do novo esporte olímpico, o crescimento pela procura sobrecarregaria as poucas academias sérias existentes e geraria muitos grupos geridos por pessoas de pouca qualificação e experiência, focando exclusivamente em competições, o que poderia diluir a força e a qualidade do Kendo brasileiro em poucos anos, mantendo apenas um pequeno e seleto grupo de elite treinado desde criança pelos mestres graduados dos grandes centros.

…..Graças a uma administração centralizada, a Confederação Brasileira e suas federações estaduais tentam manter a qualidade técnica dos estudantes promovendo eventos periódicos como treinos e seminários em locais de pouco contato com mestres de 6º e 7º dan, que mantém o tradicionalismo japonês na conduta do treinamento. Seria difícil para um pequeno número de mestres atender a uma grande demanda de academias e eles garantem passar nos treinos o que realmente é importante.

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Conclusão.

…..Transformar uma arte marcial em esporte requer um grande estudo para adaptar suas peculiaridades às condições exigidas pelo Comitê Olímpico Internacional, sem perder suas raízes técnicas e culturais.

…..Apesar de interesses políticos trabalhando em prol da (positiva?) adaptação, existem pessoas descontentes com a transformação do Judo e do Taekwondo em esportes olímpicos, onde predominantemente só se treina focando táticas de competição. Por outro lado, tais críticos não levam em consideração que no mundo moderno, a necessidade de defesa pessoal no nível de sobrevivência como um militar é desnecessária e só é exaltada por militantes paranóicos em segurança. E que no esporte de combate reside a melhor opção para aprender a lutar, mesmo que aplicando técnicas menos “mortais”, forja-se a garra e resistência necessárias para suportar as eventualidades do dito “combate real”.

…..Mesmo com a mudança dos tempos, para o Kendo, que nunca se perca a presença daqueles que tornaram esta arte tão… única.

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…..O que achou da matéria? Sua opinião é importante para o crescimento deste trabalho. Caso tenha dúvidas ou queira conversar sobre o assunto, envie um e-mail para: blog.espiritomarcial@gmail.com

11 comentários sobre “A Arte Marcial como Esporte

  1. Minha opinião sobre isso é simple, curta e clara: Kendo se transformar em “esporte olímpico”? JAMAIS!!!! Para ser descaracterizado igual ao Taekwondo? NUNCA! Quem faz apologia a esse tipo de ideia não conhece as bases essenciais (das quais aqui no blog tem inumeros exemplos) desse verdadeiro modo de vida que se chama Kendo.
    Abraço

    • Olá Rui,

      Eu tb sou da opinião de que o Kendo não deveria ser olímpico. Talvez isso ainda esteja longe de acontecer. Embora o texto tenha a inteção de ser o mais neutro possível sobre isso, acredito que no caso do Kendo haveria perda, que é o que mtos Sensei temem.

      Não acho que o Taekwondo esteja necessariamente “descaracterizado”, mas criou-se uma nova linguagem que colocou a arte em evidência e isso é uma consequencia positiva inegável, levar para as pessoas o contato com a arte marcial melhor divulgada.

      Enfim, quem sabe ainda viveremos para ver isso um dia.

      Obrigado pela visita!

  2. Acredito que esporte e artes marcias são coisas diferentes e que para população em geral basta o conhecimento que o sentido da visão passa, pois técnica e filosofia são conceitos pouco entendidos e pouco ensinados, tendo em vista que o mestre transmite o ensinamento adequando ao aluno que possuí as qualidades certas a serem exploradas.
    Devido a cultura ocidental não haveria mudança alguma, aos olhos de um leigo uma arte não pode ser compreendida por inteira e o que sempre será visto é a ilusão de realidade, portanto o que difere luta, esporte e arte está longe de ser compreendido pela maioria. Já no oriente jamais se veria uma perda de valores, pois os valores não estão na arte de uma escola mas em uma cultura geral, portanto desde de que as escolas e mestres estejam em busca de um único objetivo, o de não perder sua identidade o Kendo bem como as outras artes marcias se manterão intactas.

    Eu pratico Kung-fu tradicional e sei como é triste ver a banalização da arte que pratico em minha região, pois na maioria das vezes eu encontro com pessoas que simplesmente conhecem alguns movimentos de soco e chute e chamam isso de kung-fu, fico impressionado com o numero de pessoas que já vi sair da academia por terem sido convencidos de o que nossa arte é lenta e que isso não presta e que o negócio é lutar em campeonato. Tentamos formar cidadãos e seres-humanos dignos lápidando pedras brutas e tornando-as em pedras preciosas, antes de força buscamos a leveza e a paz interior e acima de tudo tentamos ensinar que respeito é para todos e para com todos. Meu Sifu sempre me orientou a não me preocupar com isso, pois a verdade não é e nunca será vista por todos da mesma forma é preciso respeitar a decisão do outros, pois uma arte não é praticada para os que a vêem com olhos de espectador mas para o “eu” que deseja se tornar melhor.

    • Olá R.,

      Aprecio sua opinião mas acredito que em termos de “massa”, o público conhece aspectos mais estereotipados das Artes Marciais por causa de filmes e desenhos animados. Somente ao treinar com seriedade é que os verdadeiros propósitos começam a ficar claros e isso depende muito mais da aceitação da pessoa do que outros fatores, em minha opinião.

      Não acho a influência esportiva negativa, mas percebo que existe uma espécie de “deturpação” de conceitos e práticas. E dependendo, isso não faria diferença para um esportista bem orientado e disciplinado, que leva a vida com igual dignidade como qualquer praticante de Arte Marcial, este sim que muitas vezes cai na arrogância de se achar mais “iluminado” do que a maioria das pessoas. Concorda?

      Em ambos os casos, existe a percepção da melhora e da perfeição. Mas estou de acordo que a Arte Marcial tem algo a mais que os esportes tradicionais. Ela oferece uma chance de “conversão” (leia o texto Conversão na coluna da direita) que pode trazer mais significado espiritual.

  3. Muito interessante. Com certeza se não houvesse essa migração da arte marcial para o esporte, muitas artes não teriam seu espaço, pois é uma forma de divulgação e de ganhar dinheiro. Porém acaba fugindo do verdadeiro propósito pelo qual foram criadas as artes marciais, mesmo porque nos dias de hoje não temos mais que proteger nosso território usando técnicas de lutas com as mãos vazias ou com armas brancas. O único motivo que eu vejo para a arte marcial esportiva ganhar força é o dinheiro que envolve tudo isso, é a imagem olímpica, e não só a vontade de competir, pois até hoje existem campeonatos como por exemplos os da JKA (Japan Karate Association) que não é usado luvas e nem protetor bucal, que é uma parte do tradicionalismo que ainda nao fugiu pro lado esportivo. Não acho negativo que artes marcias virem esporte, mas que não sejam só esporte, não tenha essa idéia de treinamento arduo pra conseguir um ponto perfeito, fazer um movimento bonito mas que na aplicação não tenha efeito nenhum. Como foi dito sobre o Judô e o Taekwondo, creio que hoje não se falam mais sobre o Judô marcial ou do Taekwondo marcial, porque ninguém mais encara como artes marcias mas como esporte. Torço muito para que o karate-dô não perca o Dô, pois ja é o que está acontecendo, campeonatos com luvas, protetores nos pés, e ja está sendo usado mascaras também. Aonde vai chegar? Creio que seja a única arte de mão vazia que ainda nao perdeu completamente o marcial, mas isso graças aos “karatedocas” que mesmo praticando o karate esportivo, nao fugiu do marcial, que trabalha o espírito e não só a técnica e a parte física. Como disse o Sensei Machida, muitos se preocupam com o Gi e Tai, mas esquecem o Shin que é o mais importante, e isso o esporte não da, mas o marcial sim.

    Abraço, Osu!

      • Aqueles que claramente defendem a banalização das Artes Marciais jamais entenderam e talvez nunca entenderão o que elas representam e sua profundidade cultural e formativa!
        O mundo capitalista carregado pelo sensacionalismo aflorando o ego e tudo que dele provem só pode mesmo corromper o sagrado alegando o progresso de uma ideologia inconsistente e oportunista!

      • Olá Leitor,

        Obrigado pelo comentário. É importante observar que a essência das artes marciais hoje são aplicadas na construção de pessoas mais conscientes de seus deveres e direitos, para contribuir na construção de uma sociedade mais saudável e evoluída.

        Frente à “esportização” das artes, entendemos que isso envolve políticas e investimentos que certamente trarão desvios no propósito original de nossas práticas. O Kendo resiste duramente em se tornar esporte olímpico e visto escândalos recentes no futebol e a mercantilização da prática marcial (incluindo os picaretas e charlatães), é importante foco e ceticismo nestes momentos.

        Obrigado pelo comentário!

  4. Pingback: DECIMADOMURO | O Portal do Parkour Brasileiro

  5. Quem tiver o livro “Kyudo: A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen”, faça um favor ao Kyudo e a si, queime!!! É um dos piores livros já escrito sobre Kyudo em todos os tempos. Fora da realidade, praticamente lunático, doido de pedra.

    • Olá Alberto,

      Honestamente não entendo nada de Kyudo, e talvez goste do livro em função das explicações gerais que tangem também aos demais Budo, como o mushin. Por isso, recomendo o livro como praticante de Kendo, não de Kyudo. Espero que entenda meu posicionamento! E obrigado por comentar!

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