Etiqueta no Kendo

Um dos aspectos que chamam a atenção na prática de artes marciais japonesas é a postura formal exigida no ambiente de treino. Os japoneses dão grande valor para atitudes tidas como ‘adequadas’ e sua etiqueta é reconhecida mundialmente. Eles acreditam que pequenos gestos podem dizer muito sobre você.

Etiquetas complexas para cerimônia do chá.

Etiquetas e simbolismos complexos tem valor para os japoneses.

Por isso, é comum o estudante brasileiro se sentir pouco confortável, ao menos no início de seu treinamento, com tantas regras de comportamento, do que é considerado polido e o que pode representar uma ofensa. Nossa cultura em particular eliminou grande parte das formalidades do cotidiano, o que faz com que tenhamos uma percepção reduzida de protocolos sociais. Assim, estamos no limite entre o que deve ser encarado como orientação, e o que é obrigação.

Como diz o velho ditado: em Roma, faça como os romanos. Porém, uma observação relacionada aos exageros orientalóides. A etiqueta japonesa tende a ser exagerada por nós ocidentais, em especial nas reverências (tendemos a abaixar demais a cabeça, o que sugere muito mais um ato de submissão do que agradecimento) ou misticismos pseudo-esotéricos. Muitos podem até encarar a arte marcial como um processo de ‘niponização’ do indivíduo, em detrimento de sua própria cultura e comportamento. Daí, bom senso em absorver as virtudes comuns, sem se deixar levar por uma empolgada autolavagem cerebral.

Cada gesto tem um porquê.

Cada gesto tem um porquê.

Inicialmente, caso você vá assistir um treino de Kendo, algumas dicas importantes para não causar uma má impressão. Discrição é essencial e muito valorizada do ponto de vista japonês. Assista o treino, em pé ou sentado apropriadamente, mas sem chamar atenção ou fazer barulhos que desconcentrem a aula. Celular desligado (não tire fotos ou faça filmagens sem autorização), conversa sempre em volume muito baixo e nunca bebendo ou fumando. Cuidado para não adentrar a área de treino, em especial sem a devida autorização. Caso tenha dúvidas, sempre haverá um responsável que pode ser contatado, ou se deseja conversar com alguém, aguarde o intervalo ou término da sessão.

Para aqueles que ainda estão se acostumando com a rotina de treinos, segue alguns tópicos com observações comentadas da etiqueta do Kendo. Mas antes, uma observação: é possível que alguns locais os procedimentos sejam um pouco DIFERENTES dos citados e este texto não pretende ser um ‘guia definitivo’ sobre o assunto. Contudo, não deixa de ser uma primeira vista sobre o tema, que pode ser estudado e debatido com mais afinco.

Ao chegar à academia:

Estar de prontidão no local 15 ou 20 minutos antes do treino começar.

Sempre cumprimentar o Sensei primeiramente, e os demais colegas. Atitude positiva desde antes do treino.

Nunca entrar no Dojo de cabeça coberta (bonés e chapéus). Ao adentrar ou sair do salão de treino, sempre descalço, e reverenciar shomen.

Desligue o celular. Problemas exteriores não devem atrapalhar o treino.

Ofereça-se sempre para realizar a limpeza do chão. Ela já é um ritual de ‘desligamento’ do mundo exterior, para se concentrar no treinamento.

Uma vez no Dojo, cesse brincadeiras, falatório alto e desnecessário.

Vestimenta e equipamento:

O uniforme deve estar sempre limpo e bem passado, por questões óbvias de higiene e autodisciplina. Existe um caso curioso sobre o dojo Yushinkan no Japão, em que o mestre Nakayama Hakudo ordenou que todos passassem a usar branco para que houvesse maior preocupação com o asseio pessoal e manutenção da vestimenta.

Existem maneiras alternativas de se amarrar o hakama. Consulte seu Sensei sobre o procedimento adotado em sua academia. Faça de modo a não desamarrar no meio do treino.

Na parte frontal, na altura dos pés, a barra do hakama deve estar ligeiramente mais baixo que na traseira, nos calcanhares.

Ao término do treino, deve-se dobrar adequadamente o uniforme para leva-lo para casa. Fazê-lo de forma descuidada pode acabar com as dobras e vincos específicos da vestimenta (lembre-se de que o uniforme é caro). Geralmente isso é feito no chão, por isso cuidado com locais sujos e empoeirados.

Dobrando Dakama

Tanto shinai (espada de bambu) quando bokuto (de madeira) não devem ser adquiridas em lojas de presentes ou suvenires orientais, somente em fornecedores de equipamento real.

O bokuto não deve ser usado se apresentar rachaduras. E salvo ordem do Sensei, deve ser usado unicamente para Kendo Kata ou Bokuto Kihon.

O shinai deve estar com as amarrações (tsuru, nakayui, tsukagawa e sakigawa) devidamente checadas e firmes. Imprescindível também, estar com a manutenção em dia. Sempre deixe disponível com o devido tsuba e tsubadome.

Não se deve ‘passar por cima’ das espadas. Sempre contornar os equipamentos por trás ao se movimentar no dojo.

ABSOLUTAMENTE NUNCA brinque de lutinha com as espadas.

Não tocar nos equipamentos alheios sem autorização.

Ao passar uma espada para outra pessoa, segure-a com as duas mãos, com o fio voltado para você, e a empunhadura à sua esquerda (demonstra ausência de intenção de desembainhar). Ao passar de mãos, curve-se levemente em um gesto respeito. Ao receber uma espada de alguém, também pegue com as duas mãos e ao receber, curve-se em agradecimento.

Cuidados com o bogu são importantes, e são cobrados em exames de graduação como parte do conhecimento do estudante. As amarrações do himo (cordeamento) do capacete, dos protetores peitoral, inferior e luvas devem seguir certas normas também.

O capacete deve estar com as cordas com a disposição mostrada na imagem. Elas nunca devem estar enroladas em si. E é necessária simetria entre o nó e as pontas que sobram.

Atentos aos pontos observados.

Atentos aos pontos observados.

Nunca segure o men pela grade, nem a deixe diretamente sobre o chão.

Cuidado ao manusear o capacete com as mãos suadas. É possível deixar manchas esbranquiçadas no tecido dele, o que precisa ser evitado.

O nó do tare deve estar escondido totalmente atrás do nafuda ( zekken ).

Os nós do do devem ser feitos de modo a não desatarem durante o treino. É considerado rude fazer o parceiro perder tempo te esperando amarrar de novo seus protetores.

O do deve estar posicionado entre as costelas e bacia, região de ‘tecido mole’ que seria alvo da espada. Nunca muito alto, nem muito mais baixo.

O cordeamento dos kote deve fazer com que a luva esteja devidamente ajustada para seu tamanho de mão, além de esconder as pontas que sobram dos nós para dentro, jamais penduradas externamente.

Coloque para dentro essas pontinhas.

Coloque para dentro essas pontinhas.

Quando em posição (seiretsu), deve-se primeiro vestir o kote esquerdo, mas encaixando-o com o braço próximo da barriga, e em seguida o direito, sem ficar se esticando para frente ou para os lados.

Seiretsu (alinhamento para início formal do treino):

Quando o comando for dado após o aquecimento, provavelmente deverão buscar o capacete e perfilar em ordem de graduação para o início formal da sessão: seja rápido e ágil, busque o men e corra para a fila. Assim que o Sensei pegar o dele e se posicionar, é interessante que todos os alunos já estejam em posição de prontidão e perfilados.

O comando ‘ chakuza ’ refere-se a se ajoelhar para as formalidades, mas sempre espere o veterano que está ao lado iniciar o movimento dele para fazer o seu.

Para se ajoelhar em Kendo, recue a perna esquerda enquanto abaixa o corpo (é possível dar um ‘tapa’ leve no hakama entre as pernas para abri-lo nesse momento), posicionando o joelho onde se localizava o pé esquerdo, alinhado com o direito. Em seguida, traga o pé direito para trás e sente-se sobre os calcanhares levemente.

Uma vez ajoelhados em fila, coloque primeiramente os kote no chão, na sua diagonal direita (primeiro esquerdo, depois direito), mas com os punhos voltados para shomen, para em seguida, repousar o men acima deles. Todos os men da fila devem estar alinhados com o do veterano mais graduado, situado na extremidade da fila. No início do treino, o tenugui/taoru (limpo) deve estar aberto cobrindo o men. Ao término estará suado então deverá estar dobrado dentro do capacete.

O shinai deve estar posicionado à esquerda, com a ‘lâmina’ voltada para você, e o tsuba alinhado ao joelho. Caso de terminar o treino com Kendo Kata e perfilar usando o bokuto, ele deve estar à direita, com a lâmina voltada para você, e também alinhando tsuba com o joelho.

Seiretsu - alinhamento

Alinhamento correto entre joelhos, tsuba e men.

Aos comandos de rei, fazer um triângulo no chão com as pontas dos dedos indicadores e polegares se tocando, e abaixar o rosto em direção dele. Manter as costas retas. Permanecer na posição até que o veterano ao lado se levante, para só então fazer o mesmo.

A meditação mokuso deve ser feita em silêncio, em especial, com cuidado para não fazer sons de respiração profunda exagerados. Existem muitas variações mas de modo geral, o ar é aspirado pelo nariz profundamente (respiração abdominal), prendendo-o por 5 a 10 segundos, expirando então pela boca lentamente.

Os olhos devem estar semicerrados, olhando para o chão aproximadamente 4 ou 5 metros à frente.

A posição de mãos deve ser extremamente leve, como se estivesse segurando uma folha de papel entre os polegares. Há uma certa controvérsia de qual mão fica por fora como suporte, portanto, faça como todos de seu dojo.

Para vestir o capacete, é preciso colocar o tenugui primeiro. Existem diversas maneiras de se fazer, consulte a recomendação do Sensei. Contudo, o procedimento não deve ser demorado.

Já foi comentado sobre o posicionamento do himo. Mas seja ágil para colocar o men. Se demorar demais, vai atrapalhar o andamento do treino. Se houver dificuldade, treine em casa o passo-a-passo. Também existem diferentes maneiras de amarrar, consulte a usada em sua academia.

Durante o treinamento:

Não interrompa o Sensei  ou Senpai  enquanto eles falam. Em caso de dúvida, erga o braço e espere ser questionado.

Evite comentar as técnicas. Apenas execute, conforme entendeu das instruções dadas.

Nunca corrija um Senpai. E quando ele ou o Sensei  falar, a resposta deve ser “ HAI ! ” imediatamente, a menos que haja dúvida.

O senpai  deve evitar ficar a todo o momento corrigindo um kohai. Ele deve aprender através de seus próprios erros e acertos.

Caso não esteja passando bem, erga a mão e espere o parceiro ou o Sensei  falar com você. Só saia da posição para descansar depois de autorizado.

Ao comando ‘ niretsu ’ (duas filas), deve-se perfilar imediatamente. Efetuar o sonkyo  coordenadamente com o parceiro (nunca antes, nunca depois dele). Todos nesta posição devem estar alinhados ao Sensei, provavelmente centralizados em relação a uma referência no dojo.

Centralizados

Duas filas, centralizados.

Caso haja algum problema durante o treino em dupla, sinalize para seu parceiro e façam o sonkyo  para somente então se retirar do local. Muitas vezes, é possível quebrar o shinai, o tenugui  sair do lugar e atrapalhar a visão, ou os nós dos protetores se desfazerem.

Durante o treinamento, a posição de ‘descanso’ enquanto o Sensei  fala e dá comandos é manter o shinai  abaixado, apontado para a lateral direita e com a ponta um pouco abaixada, de forma natural. Nunca de outras maneiras.

Não é descanso, é prontidão.

Não é descanso, é prontidão.

Quando executar técnicas, ou em treino de luta nunca toque a ‘lâmina’ da espada de bambu. É considerado falta grave dentro das normas de competição. As duas mãos devem sempre segurar a empunhadura do shinai.

Cuidado com o uso de força excessiva nos golpes. O Kendo  é uma prática que preza habilidade, técnica e destreza absolutas, pois somente assim merece o status de ‘arte’. Mesmo não sendo iniciante, regule sua capacidade física para ser um espadachim, não um lenhador.

No treino de combate livre, evite fazer poses e fintas que não conhece. A ponta da espada deve ser direcionada unicamente para a garganta do adversário. Evite ficar balançando o shinai  ou focar em movimentações inúteis que distraiam a mente – geralmente este é um dos momentos em que você leva o golpe.

Mantenha atenção total aos movimentos do adversário e ao pressionar, ganhe a linha central e ataque. Não há necessidade imediata em se preocupar com defesa ou se vai receber um contra-golpe. Esse desapego à própria segurança é fundamental para entender os conceitos de ataque absoluto das artes marciais japonesas. Isto é praticamente obrigatório quando se luta com os Sensei, em especial, os mais velhos.

Sempre que acertar um golpe fora das proteções do colega, peça desculpas imediatamente. Mas não deve parar o treino para falar, erga o braço ou acene com a cabeça, dizendo ‘GOMENASAI !’.

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Terminando o treino:

Sempre esperar o Sensei e seu comando para realizar o chakuza. E começar a tirar men e kote, somente após ordem dele.

Retire primeiro o kote esquerdo, depois o direito, sem se esticar para os lados ou para frente e posicione-os no mesmo local do início.

Ao desatar o men, evite movimentos amplos que invadam o espaço dos colegas de ambos os lados. E quando tirá-lo, mantenha o capacete em frente ao rosto para então tirar o tenugui e usá-lo para limpar o rosto suado. Serve para esconder a feição de cansaço, que não pode ser mostrada para o ‘adversário’. Ao colocar o men sobre os kote, dobre o lenço suado e insira dentro do capacete.

Após as reverências finais, é possível ir até o Sensei para um agradecimento mais pessoal e solicitar orientações. Para isso, aproxime-se de pé até uns 3 metros dele, faça o rei, aproxime-se mais um pouco e então ajoelhe-se, agradeça novamente com o zarei (tocando as mãos no chão). Espere ele falar para só então perguntar e conversar. Ao término, novo zarei, levante-se, novamente curve-se e se retire sem dar as costas ao Sensei, dando pelo menos 3 passos para trás antes de virar. E só vá até ele tirar dúvidas se for algo realmente relevante.

Orientações particulares.

Orientações particulares.

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Toda esta quantidade de recomendações parece excessiva, mas vem de um país pequeno que, para apaziguar o instinto agressivo de tempos mais primitivos, construiu procedimentos que hoje primam um ideal de civilidade entre as pessoas. Por esta razão fazem parte do processo de desenvolvimento pessoal que é altamente enaltecido no estudo das artes marciais, focando na sinergia e melhoramento dos relacionamentos sociais.

Embora possa parecer pretencioso de minha parte fazer colocações sobre etiqueta, me inspirei nas dificuldades que tive quando comecei no Kendo, e como seria útil se encontrasse textos em português que pudessem esclarecer alguns pontos. Peço desculpas pelo tom patronal desta matéria.

Não farei comentários sobre a etiqueta no treino de Kendo Kata, que é complexa e cheia de simbolismos que serão possivelmente abordados no futuro.

Novamente, é importante notar que muitos dos procedimentos descritos aqui podem ser diferentes em outras academias. Este texto não deve ser tomado como padrão, apenas como referência.

Conheça também interessantes artigos sobre etiqueta no Kendo:

Etiqueta - Kendo Maceió

Etiqueta - Kendo Leiria Portugal

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O que achou da matéria? Sua opinião é importante para o crescimento deste trabalho. Caso tenha dúvidas ou queira conversar sobre o assunto, envie um e-mail para: blog.espiritomarcial@gmail.com ou deixe seu comentário!

18 comentários sobre “Etiqueta no Kendo

  1. Excelente materia! Devera ser lido por todos iniciantes. Procurarei divulga-las. Conte comigo!

  2. Prezado Administrador,

    Grato pela pontual e precisa explicação.

    Aproveito o ensejo para lhe agradecer pela manutenção do site. É bastante instrutivo para os leigos e interessados em Kendo como eu. Tenho certeza de que os praticantes compartilham a mesma opinião.

    Lê-los me deixa ainda com mais vontade de começar a praticar! Assim que terminar alguns compromissos acadêmicos inadiáveis procurarei algum dos dojos sérios listados aqui.

    Os textos são extremamente bem escritos, e sempre estão acompanhados de vídeos e imagens sobre o tema. Espero que continue o ótimo trabalho!

    • Olá Daniel,

      Muito obrigado pelos elogios! Fico motivado a fazer um trabalho mais minucioso e de sempre de melhor qualidade!

      Vale muito a pena adentrar esse mundo novo, e espero que sua expectativa esteja de acordo com a realidade do treinamento. Se ainda não conhece, procure visitar uma academia próxima. Desejo sorte em seus compromissos acadêmicos (sei bem como é, sou professor) e quando dispuser de tempo, experimente o Kendo! E também não deixe de conhecer o IAIDO, que é sua arte ‘irmã’.

  3. Como de costume, um artigo que transpassa cuidado e respeito ímpares pelo tópico abordado; desde a terminologia utilizada até a consciência que se expõe com sinceridade.

    Iniciante que sou, fico verdadeiramente grato pelas referências, principalmente às de tonalidade sutil, cujos pormenores por vezes passam despercebidos mesmo quando do esforço de observação aos mais graduados, e que evidentemente não devem ser de forma alguma, pela minuciosidade, desconsideras no interior da etiqueta.

    Agradeço novamente pelo artigo em questão e por muitos outros que compõem o Tsurugi no Michi, uma verdadeira e quase que inesgotável fonte de reflexão e inspiração sobre a prática e o estudo do Kendo.

    • Olá Rodney,

      Agradeço sinceramente suas palavras e fico muito contente em poder ajudar. Esta matéria é deveras incompleta e pretendo fazer revisões quando oportuno. Apenas cuidado com esses elogios, asseguro que não sou merecedor :) mas assumo que tenho grande satisfação em ajudar a divulgar o Kendo em sua essência discutida, fugindo um pouco dos estereótipos.

      Obrigado pelos elogios, pela audiência e pelo comentário! Bons treinos!

  4. Esse post não procura ser um guia definitivo mas mais que sem querer acabou sendo ahahah eu não consigo pensar em nada que possa ter faltado nele.

    Sem dúvida um ótimo texto!

    • Olá Helton,

      Obrigado pelo comentário. É importante salientar que alguns procedimentos podem ser ligeiramente diferentes em outros dojos, por isso não é “definitivo” mas tenta ser o mais completo e informativo possível. :)

  5. Adorei o texto,pena não tê-lo lido antes de me iniciar no Kendo.

  6. Olá, muito bom o seu site, eu tenho uma pergunta quando os alunos vão lutar e se reverenciam abaixam o tronco do corpo, nesse momento se olha nos olhos ou a cabeça fica para baixo olhando para o chão ?

    Olhar nos olhos seria falta de confiança no oponente achando que o outro pode atacar?

    O que realmente se faz nesse momento de reverencia ? Olha para o oponente ou olha para chão?

    Agradeço a atenção.

    • Olá Marcos,

      Bom, eu não sou o Sensei, então só posso passar o que entendo por minhas experiências.

      Ao lutar, você já ENTRA em quadra psicologicamente preparado e atento, mesmo antes da luta se iniciar ela JÁ começou no seu espírito. Daí, nunca perder contato visual com o adversário, mesmo no momento da reverência (nunca baixe o tronco inclinando mais de 15º). Geralmente se luta olhando nos olhos do adversário, tentando induzir e prever certas movimentações. Mas tudo isso é muito subjetivo e depende da sua maturidade e experiência.

      Obrigado pela visita e espero ter ajudado :)

  7. Gostei bastante útil e esclarecedor principalmente para mim como iniciante do lendo e oriundo de outras artes.

  8. Muito bom, continue passando todo conhecimento adquirido, este é o espírito de um verdadeiro bushi.Doomo Arigatoo Gozaimasu.💯🎌A.K.R.J.

    • Olá Sérgio,

      Obrigado pela preferência! Mas por favor não fique com esse negócio de “bushi” na cabeça, hein? :) O estudo da etiqueta não deve ser uma coreografia de dojo pra se fazer no treino. É um estudo e reflexão de nossos atos para a vida. aí sim vale a pena fazer rei com sinceridade, não importa para quem! :)

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